Rede Origens Brasil®

Apresentamos uma vitrine de projetos que fazem a diferença na Amazônia Brasileira. Conheça o projeto Origens Brasil.

O Origens Brasil® é uma rede formada por populações tradicionais, povos indígenas, empresas e instituições de apoio que visa mudar a lógica de se fazer negócios na Amazônia brasileira. São 34 empresas, 1940 produtores e 56 organizações locais e instituições de apoio conectados em uma iniciativa que já contribui para manter mais de 52 milhões de hectares de floresta em pé. A rede viabiliza negócios com garantia de origem, rastreabilidade, transparência e promovendo o comércio ético.

A rede surgiu em 2016 a partir de uma iniciativa entre produtores da floresta, o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e o ISA (Instituto Socioambiental). São cinco territórios de atuação da rede Origens Brasil® que começaram com a criação do Território do Xingu (MT/PA) e se expandiu para os Territórios da Calha Norte (PA), Rio Negro (AM/RR) e Solimões (AM). O Tupi Guaporé foi o quinto desta ampla região, integrado à rede em outubro de 2021.

Bernardo Oliveira / Instituto Mamirauá

Em 2019, a rede recebeu o Prêmio Internacional de Inovação para a Alimentação e Agricultura Sustentáveis da Organização das Nações Unidas (ONU). O Origens também é reconhecido como uma tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil.

As iniciativas envolvem a produção de castanha-do-Brasil, cumaru, farinha de Babaçu, arte indígena e ribeirinha, produção de látex de borracha nativa da floresta, entre outros produtos da sociobiodiversidade da Amazônia. Entre as empresas membro da rede estão Osklen, Vert, Natura, Havaianas, Tucum Brasil, Wickbold, entre outras.

Acesse os produtos da rede Origens Brasil®.

Cestas garantiram negócios da floresta durante a Pandemia

Incluir produtos da floresta nas cestas básicas emergenciais destinadas às comunidades da Amazônia foi uma das soluções encontradas pelas organizações parceiras da rede Origens Brasil® para garantir a produção contínua entre as comunidades tradicionais durante a pandemia do Novo Corona vírus em 2020.

Uma pesquisa do Origens Brasil® revelou que a redução das atividades produtivas e a dificuldades na logística de escoamento por conta da quarentena restritiva foram os principais obstáculos das populações tradicionais e indígenas neste período.

“Incluímos farinha e o óleo de babaçu em todas as cestas. Foi um sucesso entre quem recebeu os produtos e um apoio aos produtores familiares que dependem desta cadeia”, contou Naldo Lima, assessor da Amoreri (Associação de Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri) e da Rede de Cantinas da Terra do Meio, parceiros da rede.

Aloyana Lemos / Origens Brasil

Um dos aprendizados da rede foi que a integridade da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, depende de ciclos. O tempo de cada cultura e a melhor estação para coleta de óleos, castanhas e frutos são saberes desenvolvidos pelas populações tradicionais e povos indígenas depois de anos de contato direto com a natureza.

Traduzir esse conhecimento para o mercado é a essência da economia da floresta em pé. A castanha-do-brasil, por exemplo, tem uma safra por ano durante o inverno amazônico, a época com mais chuvas. Nesse período com igarapés altos também é coletado o cumaru, a baunilha da Amazônia.

Além de respeitar o tempo da floresta é importante aprimorar uma diversidade de produtos integrados a esses ciclos. “Uma andorinha só não faz verão, temos que pensar além de uma cadeia e fortalecermos uma cesta inteira de produtos para garantir renda continua. Não adianta focarmos em uma cadeia, é necessário fortalecer outros produtos para que a floresta fique de pé”, explica, Luiz Brasi Filho, coordenador de mercado e da rede Origens Brasil® no Imaflora.

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